Pintas na pele: a regra do ABCDE e quando fazer o exame com dermatologista
A maioria das pintas é benigna, mas mudanças de formato, cor ou tamanho podem ser um sinal precoce de câncer de pele. A regra do ABCDE ajuda a observar as pintas em casa: Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução. Qualquer pinta nova, que muda ou que coça, sangra ou forma ferida deve ser avaliada por um dermatologista, e o ideal é fazer um exame completo da pele uma vez por ano.
A regra do ABCDE
- A, Assimetria: as duas metades da pinta não são iguais.
- B, Bordas: contorno irregular, serrilhado ou mal definido.
- C, Cores: mais de uma cor na mesma pinta, como marrom, preto, vermelho ou azulado.
- D, Diâmetro: maior que 6 mm, mais ou menos o tamanho de uma borracha de lápis.
- E, Evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor ou relevo ao longo do tempo.
Também vale observar o sinal do "patinho feio": uma pinta que parece diferente de todas as outras do corpo merece atenção, mesmo sem cumprir os outros critérios.
Quem precisa de mais atenção
- Pessoas de pele e olhos claros, que se queimam com facilidade.
- Quem tem muitas pintas ou pintas grandes desde o nascimento.
- Quem tem histórico pessoal ou familiar de câncer de pele.
- Quem teve muitas queimaduras solares, principalmente na infância.
- Quem trabalha ou pratica esportes ao ar livre.
Como é o exame
No exame completo, o dermatologista avalia a pele do corpo inteiro, incluindo couro cabeludo, unhas e áreas pouco visíveis. Com o dermatoscópio, um aparelho de aumento com luz especial, analisa as estruturas internas de cada pinta. Quando há suspeita, a lesão pode ser retirada em um procedimento simples e enviada para análise.
Como se proteger
Use protetor solar diariamente e reaplique ao longo do dia, prefira a sombra entre 10h e 16h, use chapéu e roupas com proteção e faça o autoexame da pele uma vez por mês, de preferência em frente ao espelho e com ajuda para as costas.
Perguntas frequentes
Toda pinta que muda é câncer?
Não. Muitas pintas mudam de forma benigna ao longo da vida. Mas mudança é motivo para avaliação, porque só o exame consegue diferenciar.
Retirar uma pinta faz ela virar câncer?
Não. Esse é um mito. A retirada feita por médico, com técnica adequada, não transforma a pinta em câncer.
De quanto em quanto tempo devo examinar a pele?
Para a maioria das pessoas, uma vez por ano. Quem tem fatores de risco pode precisar de intervalos menores, definidos pelo dermatologista.
Pinta que coça é perigosa?
Coceira persistente, sangramento ou ferida que não cicatriza em uma pinta são sinais para buscar avaliação sem esperar a consulta de rotina.
Converse com quem cuida disso todos os dias.
Na Clínica Arbia, dermatologia é com Dr. Roberto do CarmoDermatologia · Tricologia Médica e Transplante Capilar
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